Bullying, sabes como ajudar?!

A sessão de coaching incidiu no tema bullying, por isso escolhi partilhar contigo alguns dos comportamentos a ter em atenção no reconhecimento do bullying e uma história verídica que acompanho de perto.

O bullying é um tema urgente, que ganha cada vez mais espaço na nossa sociedade e está longe de ser um ato isolado sem consequências, antes uma marca que causa danos, algumas vezes permanentes na vítima (medo, pesadelos, baixa auto estima, ...).

Acredito que os agressores sofrem e por isso também merecem ser ajudados. O agressor certamente é ou foi vítima, agredido que aprendeu que esta forma de agir é "normal" e o seu mecanismo de “defesa”, do outro e muitas vezes de si próprio.

Na verdade o que mais me incomoda é a normalidade com que nos permitimos assistir a comportamentos desajustados de bullying descomprometidos com o outro e com este flagelo.

É urgente estarmos atentos e capacitados para agir em AMOR, mas com assertividade, respeito e com soluções efetivas.

Partilho contigo alguns dos comportamentos a ter em atenção no reconhecimento do bullying que te desafio a apresentar ao teu filho e às pessoas das tuas ligações.

Aproveitem para conversar com perguntas poderosas sobre o tema. Foram estas perguntas que tive oportunidade de fazer para ajudar a minha "ginasta" na sessão de coaching e onde ela escolheu agir com o que tem nas suas mãos.

Já fui professora da “ginasta” e por isso os pais sabiam que ajudo outras pessoas através do coaching. Curiosamente cruzámo-nos no ginásio e falámos sobre a “ginasta”. Eu acredito que não existem acasos e que de alguma forma este encontro teria que acontecer para a poder ajudar.

Desde esse encontro até à sessão de coaching passaram quatro dias, dada a efetiva necessidade de ajuda.

Partilho esta história contigo, porque acredito que existe uma “ginasta” na vida de cada um de nós, dada a forma alarmante e pouco empática com que hoje a sociedade se relaciona.

A “ginasta” neste caso é uma adolescente, mas pode ser o adulto que vive este flagelo no seu local de trabalho ou na sua própria casa e que se torna exemplo de vítima ou agressor para as crianças da sua vida. E o ciclo repete-se e torna-se este flagelo a que assistimos hoje nos noticiários e nas nossas escolas e famílias.


Desafio-te assim a ler atentamente alguns dos comportamentos alerta e que te podem ajudar a identificar vítima e agressor.

1) Se ouves frequentemente comentários agressivos ou depreciativos dos teus colegas/ família.

Ex.: “Não falo contigo, porque és burro/ feio/ gordo/ palito /pobre...;

2) Se nunca te deixam escolher as brincadeiras ou temas das conversas, antes te impõem o que fazer e te atribuem sempre papéis que apelam à inferioridade.

Ex.: “Eu sou o rei e tu és o escravo e tens que...; Eu sou o dono e tu o cão e tens que...”;

3) Se usam a chantagem para contigo como forma de obterem o que desejam.

Ex.: “Só faço isto se tu…”;

“Se tu não fizeres..., então eu…”;

“Não és ninguém sem mim!”

4) Se manifestam sistematicamente comportamentos de baixa autoconfiança e autoestima mascarada por excesso de auto suficiência e certezas absolutas.

Ex.: “Eu sei sempre tudo”;

“Não precisas explicar isso, porque não sabes nada. Eu sei!”;

5) Se relatam serem perseguidos pelos professores/ outras pessoas e manipulam com a criação de histórias e situações a seu favor.

Ex: "Eu bati, porque o professor nunca me ouve.";

"Eu tive que bater para me defender, porque estão todos contra mim...".

Estes são apenas alguns comportamentos alerta. Nem sempre é fácil garantir que determinados comportamentos estão relacionados à prática de bullying, porém estes são alguns dos indicadores de que é necessária a atenção dos professores, auxiliares de ação educativa, família e até mesmo a tua atenção se os identificares.

Está atento!

O Bullying existe: nas escolas, nas casas, nas relações.


Para a “ginasta”:

“O que foi mais difícil não foi o estalo, mas sentir que fiquei sem aquela “amiga”.

Vítima ou agressor?!

Na verdade quem agride, ainda que nos seja menos fácil compreender, também é vítima.

Vítima de necessidades não supridas, vítima de ausências e excessos.

A nossa sociedade precisa dar resposta!

E AINDA NÃO DÁ!

A ginasta sofre e ainda assim gostava de poder ajudar a agressora a mudar de comportamento!

E depois de deixar claro através da sua comunicação que aquele comportamento não se voltaria a repetir sem que voltasse à direção do agrupamento (porque já o tinha feito) e sem que os seus pais agissem, aceitou o pedido de desculpas e deu uma segunda oportunidade à agressora para mudar.

Se foi certa ou errada a escolha da “ginasta” só o tempo o dirá, porém escolheu por si e certamente aprendeu e continuará a aprender com as suas próprias escolhas e experiências.

Os pais estarão atentos e eu por perto para ajudar.

Ela corajosa caminhará pelos seus próprios pés, um passo de cada vez, na construção da sua própria auto estima e coragem.


E nós professores e pais, direções executivas, ministros e cidadãos?!

Temos nas nossas mãos o poder de SER a diferença na nossa vida e na vida do outro.

Estamos nós a SABER COMO AJUDAR?!



Bullying


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Grata por estares desse lado!

#comunicaçãoeficaz

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